quinta-feira, 8 de maio de 2014

Da Obrigação

Obrigo
Não posso

Peço
Não obrigo
Não recebo

Não recebo
Não peço
Não obrigo

Obrigado.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Estética

Por que as
pessoas
preocupam tanto com a be-
leza
se
no final
,
tudo o que fica é o sentimento

?

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Exercício

A música perdeu o som
A pintura perdeu a cor
A escultura perdeu a forma
E eu
Perdi
você.

domingo, 21 de julho de 2013

James Kavanaugh - "There Are Men Too Gentle to Live Among Wolves"

“I am one of the searchers. There are, I believe, millions of us. We are not unhappy, but neither are we really content. We continue to explore life, hoping to uncover its ultimate secret. We continue to explore ourselves, hoping to understand. We like to walk along the beach, we are drawn by the ocean, taken by its power, its unceasing motion, its mystery and unspeakable beauty. We like forests and mountains, deserts and hidden rivers, and the lonely cities as well. Our sadness is as much a part of our lives as is our laughter. To share our sadness with one we love is perhaps as great a joy as we can know - unless it be to share our laughter. 
We searchers are ambitious only for life itself, for everything beautiful it can provide. Most of all we love and want to be loved. We want to live in a relationship that will not impede our wandering, nor prevent our search, nor lock us in prison walls; that will take us for what little we have to give. We do not want to prove ourselves to another or compete for love.

For wanderers, dreamers, and lovers, for lonely men and women who dare to ask of life everything good and beautiful. It is for those who are too gentle to live among wolves.” 

E em meio à vida, esqueci-me da Vida.


terça-feira, 24 de julho de 2012

Você


"Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira."



E eu estou aqui gastando uma hora da minha vida pensando num verso que eu também não consigo escrever. Eu estava com uma urgência de escrever algo e tentei fazer uma poesia, só que ela continuou naquele limbo entre eu e o mundo real. No momento em que eu me vi olhando pra tela do computador, eu lembrei dessa poesia do Drummond, e lembrei também da época na qual eu reclamava, sempre que eu queria escrever algo, que alguém já tinha escrito o mesmo e de um jeito melhor. Daí, pra variar, eu me apoderei das palavras do Drummond e fiquei lendo e relendo... E descobri que o que tava inquieto dentro de mim e querendo me inspirar era você.

Voltei pro meu dilema antigo, onde eu não consigo ser melhor do que os melhores, nem tão original quanto os originais, mas se existe algo que eu sou muito bom é em admirar algo.

Pra que que eu quero criar alguma obra de arte usando você como inspiração, se eu posso fechar os olhos e te olhar? Afinal, você se tornou tão viva na minha imaginação quanto na vida real. Na verdade, você fez a ligação entre o meu mundo e o mundo real.

Pra que eu vou tentar recriar você com palavras ou sons, se eu posso te ter sempre que eu vejo um dia ensolarado, ou sinto o vento no meu corpo, ou cada vez que meu peito bate forte?

Nesse momento, sem querer me comparar a qualquer outro que possa escrever, musicar, dançar, ou qualquer coisa que valha, a única obra de arte que eu já quis criar já foi criada, e por razões que escapam à razão, ela está agora nos meus braços, e nesses abraços, sejam aqueles apertados ou aqueles cujo espaço entre os corpos se estendem por quilômetros (mas que ainda assim são abraços), tenho olhares, beijos, sorrisos.

Essa obra é você, e eu espero que esse imenso momento que eu estou do seu lado inunde minha vida inteira.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Gonzaguinha

"Quando eu soltar a minha voz
Por favor entenda
Que palavra por palavra
Eis aqui uma pessoa se entregando

Coração na boca
Peito aberto
Vou sangrando
São as lutas dessa nossa vida
Que eu estou cantando"

(Sangrando)


"Eu acredito
É na rapaziada
Que segue em frente
E segura o rojão
Eu ponho fé
É na fé da moçada
Que não foge da fera
E enfrenta o leão
Eu vou à luta
É com essa juventude
Que não corre da raia
À troco de nada
Eu vou no bloco
Dessa mocidade
Que não tá na saudade
E constrói
A manhã desejada...

(...)

Aquele que sai da batalha
Entra no botequim
Pede uma cerva gelada
E agita na mesa logo
Uma batucada
Aquele que manda o pagode
E sacode a poeira
Suada da luta
E faz a brincadeira
Pois o resto é besteira
E nós estamos pelaí
Eu acredito
É na rapaziada!"

(E Vamos à Luta)

quinta-feira, 4 de junho de 2009


A Solidão cria demônios nas esquinas da alma.